CONSIDERAÇÕES IMUNOLÓGICAS SOBRE A PATOGENIA DA INFECÇÃO PELO SARS-COV-2

Autores

  • Leonardo Pessanha Cordeiro Acadêmico(a), membro da Liga de Imunologia, Faculdade de Medicina de Campos - FMC, Fundação Benedito Pereira Nunes, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil.
  • Isabel Ribeiro Gomes de Queiroz Crespo Acadêmico(a), membro da Liga de Imunologia, Faculdade de Medicina de Campos - FMC, Fundação Benedito Pereira Nunes, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil.
  • Maria Luisa Barcelos Falcão
  • Yasmim de Souza Leite Acadêmico(a), membro da Liga de Imunologia, Faculdade de Medicina de Campos - FMC, Fundação Benedito Pereira Nunes, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil.
  • Isadora Enne Magalhães Acadêmico(a), membro da Liga de Imunologia, Faculdade de Medicina de Campos - FMC, Fundação Benedito Pereira Nunes, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil.
  • Valmir Laurentino Silva Doutor em Ciências e Professor de Imunologia Básica e Imunologia Médica da Faculdade de Medicina de Campos - FMC, Fundação Benedito Pereira Nunes, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.29184/1980-7813.rcfmc.392.vol.15.n2.2020

Palavras-chave:

imunopatologia, citocinas, extrapulmonar, SARS-CoV-2, COVID-19

Resumo

Nas últimas décadas, infecções por coronavírus representaram uma ameaça global à saúde pública. O novo coronavírus, SARS-CoV-2, que surgiu em Dezembro de 2019, levou poucos meses para provocar o surto da nova doença (COVID-19) declarada como pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS). SARS-CoV-2 se dissemina, inicialmente, pelo trato respiratório com linfopenia e hipercitocinemia, características de desregulação imunitária. Enquanto muitos indivíduos infectados podem apresentar-se assintomáticos ou com sintomas respiratórios superiores, outros desenvolvem pneumonia intersticial que pode rapidamente seguir com insuficiência respiratória, podendo evoluir com falência de múltiplos órgãos. O propósito desta revisão consistiu em apresentar as interações moleculares do SARS-CoV-2 com células hospedeiras; assinalar os efeitos citopáticos; avaliar a extensão da desregulação imunológica; revelar os mecanismos imunológicos associados à patogênese pulmonar e extrapulmonar e verificar a influência de marcadores genéticos de suscetibilidade e de proteção para COVID-19. A produção de conhecimento desde o início da pandemia acerca da resposta imunitária ao SARS-CoV-2 aponta que, em indivíduos infectados, a proliferação viral e o dano tecidual ocorrem para além do tecido pulmonar. Dentre os achados sistêmicos foi demonstrado lesão do tecido linfático submucoso do trato gastrointestinal, hemorragias focais renais, edema e degeneração neuronal, degeneração de hepatócitos, manifestações cardiovasculares, hematológicas, cutâneas e obstétricas. No entanto, a possibilidade de infecções recorrentes sazonais por coronavírus de genótipos distintos estimularem memória imunitária parcial e favorecer o predomínio de casos brandos da doença, deve ser considerada.

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Publicado

2020-10-14

Edição

Seção

Artigos de Revisão