A IMUNOSSUPRESSÃO EM UM CONTEXTO DE INFECÇÃO PELO SARS-COV-2

o desafio na condução de um caso de pênfigo vulgar

Autores

  • Andressa De Deus Mateus Hospital Escola Álvaro Alvim
  • Lorena de Freitas Barros Hospital Escola Álvaro Alvim
  • Ana Paula Moura de Almeida Faculdade de Medicina de Campos
  • Gustavo de Castro Assed Bastos Manhães Hospital Escola Álvaro Alvim
  • Marcia Azevedo Caldas Faculdade de Medicina de Campos
  • Daniel Samary Silva Lobato Faculdade de Medicina de Campos

DOI:

https://doi.org/10.29184/1980-7813.rcfmc.388.vol.15.n2.2020

Palavras-chave:

Pênfigo, Imunossupressão, Infecçôes por coronavirus

Resumo

Introdução: pênfigos são doenças bolhosas autoimunes, raras, de evolução crônica, potencialmente fatal. O tratamento deve ser feito com o uso de imunossupressores. A COVID-19 é uma síndrome infecciosa pulmonar causada pelo novo coronavírus 2019 e dentre os fatores de risco de mortalidade destaca-se a imunossupressão. Objetivo: evidenciar os desafios na conduta do pênfigo vulgar em um contexto de pandemia da COVID-19. Descrição do caso: uma paciente de 64 anos, sexo feminino, foi encaminhada  ao Hospital Escola Álvaro Alvim em Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, para investigação de lesões bolhosas distribuídas por todo o corpo com sinais de infecção secundária associada. Feito diagnóstico histopatológico de pênfigo vulgar e tratamento com corticoide e antibióticos sistêmicos. Durante internação hospitalar, a paciente foi infectada pelo SARS-CoV-2 evoluindo com gravidade, necessitando inclusive de suporte intensivo. Porém, apesar das medidas de tratamento, evoluiu a óbito. Discussão: no contexto de pandemia da COVID-19, o tratamento do pênfigo vulgar moderado-grave representa um desafio para os dermatologistas, já que o uso de drogas imunossupressoras é um fator de risco importante para a infecção e gravidade da doença causado por este vírus. Conclusão: apesar do uso de corticoides no tratamento de um caso de pênfigo vulgar moderado-grave ter sido realizado com cautela, a paciente evoluiu com quadro infeccioso pelo SARS-CoV-2 que culminou em óbito. Esse caso se torna relevante até que experiência suficiente esteja disponível para orientar a tomada de decisão terapêutica.

Biografia do Autor

Lorena de Freitas Barros, Hospital Escola Álvaro Alvim

Residente de Dermatologia do Hospital Escola Álvaro Alvim

Ana Paula Moura de Almeida, Faculdade de Medicina de Campos

Docente na Faculdade de Medicina de Campos

Gustavo de Castro Assed Bastos Manhães, Hospital Escola Álvaro Alvim

Residente de Clínica Médica do Hospital Escola Álvaro Alvim

Marcia Azevedo Caldas, Faculdade de Medicina de Campos

Docente da Faculdade de Medicina de Campos

Daniel Samary Silva Lobato, Faculdade de Medicina de Campos

Docente da Faculdade de Medicina de Campos

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Publicado

2020-10-14

Edição

Seção

Relato de Caso