Repercussões Clínicas Associadas à Esquizofrenia Infantil: Relato de Caso

  • Carolina Campos Ribeiro Faculdade de Medicina de Campos
  • Érica Zerbone Santanna Faculdade de Medicina de Campos
  • Esther de Souza Beiral Faculdade de Medicina de Campos
  • Beatriz Rangel Rufino Faculdade de Medicina de Campos
  • Camila Gomes Marques Faculdade de Medicina de Campos
  • Shaytner Campos Duarte Faculdade de Medicina de Campos
  • Leonardo Muniz Soares Dias Duarte Faculdade de Medicina de Campos
Palavras-chave: esquizofrenia infantil; psiquiatria infantil; reforma psiquiátrica; desinstitucionalização.

Resumo

Introdução: A esquizofrenia infantil é um fenômeno raro e grave, tendo como principal característica sintomas psicóticos pré-puberais1-3. Manifesta-se em menos de 1/40.000 crianças1-2 de forma insidiosa e progressiva. Entretanto, cenários pré-mórbidos são observados, como: isolamento social; atraso motor e verbal; déficit de atenção, agressividade e recusa alimentar1-4. Considerando as alterações clínicas que podem associar-se a psicopatologias e/ou ao uso de psicotrópicos, em alguns casos, faz-se necessária a internação hospitalar com o objetivo de tratar tais sintomas. Os leitos psiquiátricos propostos para os Hospitais Gerais tendem a romper com o manicômio, diminuindo o estigma da doença mental; cessar a dicotomia mente/corpo proposta pelo modelo cartesiano e efetivar a Política Pública de Saúde Mental no Brasil. Objetivos: Relatar um caso de esquizofrenia infantil associado às repercussões clínicas desencadeadas pela psicopatologia de base. Expor a importância do processo de trabalho em rede e a atenção à saúde de forma integral dentro do Hospital Geral, tendo como base a Política Nacional de Saúde Mental. Descrição: Adolescente, 17 anos, pré-diagnosticada com esquizofrenia, em tratamento irregular. Apresentou há 10 dias: recusa alimentar e hídrica, isolamento social, agressividade e alterações no sono. Deu entrada no CAPSI onde foi administrado Haldol Decanoato e encaminhada para internação hospitalar, objetivando correção de distúrbios hidroeletrolíticos. Conclusão: Espera-se determinar uma variável que compreenda a condição de base de pacientes psiquiátricos e, elucide a coexistência de processos fisiopatológicos orgânicos. Desse modo, ressaltar a importância de integrar os objetivos da Reforma Psiquiátrica no que tange o acompanhamento terapêutico de pacientes implicados nesse contexto evoluti

Biografia do Autor

Carolina Campos Ribeiro, Faculdade de Medicina de Campos

Graduanda em Medicina pela Faculdade de Medicina de Campos, 10º período. 

Érica Zerbone Santanna, Faculdade de Medicina de Campos

Graduanda em Medicina pela Faculdade de Medicina de Campos, 10º período. 

Esther de Souza Beiral, Faculdade de Medicina de Campos

Graduanda em Medicina pela Faculdade de Medicina de Campos, 10º período. 

Beatriz Rangel Rufino, Faculdade de Medicina de Campos

Graduanda em Medicina pela Faculdade de Medicina de Campos, 10º período. 

Camila Gomes Marques, Faculdade de Medicina de Campos

Graduada em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense. Atuante em Psicologia Clínica. 

Shaytner Campos Duarte, Faculdade de Medicina de Campos

Professor Doutor da Faculdade de Medicina de Campos. 

Leonardo Muniz Soares Dias Duarte, Faculdade de Medicina de Campos

Psiquiatra Infantil e Professor da Faculdade de Medicina de Campos

Publicado
2017-12-15
Seção
Relato de Caso